sexta-feira, 25 de julho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
“(...) Uma pessoa que tenha interiorizado uma visão de mundo
que inclua a insegurança e a vulnerabilidade
recorrerá rotineiramente, mesmo na ausência de ameaça genuína,
às reações adequadas a um encontro imediato com o perigo;
o “medo derivado” adquire a capacidade da autopropulsão.”
Zygmunt Bauman, Medo Líquido
Fronteiras Móveis discute instabilidade, medo e insegurança no mundo contemporâneo sob a perspectiva do corpo. Como cada um lida, reage, provoca e se modifica? Como os medos transformam nossa presença e nossas relações? Qual a diferença entre estar em cena e estar no mundo? No corpo quais são as fronteiras entre real e imaginário, visibilidade e invisibilidade?
O medo se retroalimenta e cria um ambiente de insegurança. Cada performer em Fronteiras Móveis lida com diversos focos de atenção simultâneos, provocando sucessivas instabilidades no corpo, investigando assim uma lógica instável para o movimento, repleta de oposições e tensões. A tentativa é de continuar adiante vivenciando as incertezas.
As ambivalências nos papéis surgem, as fronteiras se borram. Quem é a caça e quem é o caçador? Quem foge e quem é agredido?
Os medos são difusos, é impossível localizar suas origens. A tentativa de controle através de aparatos eletrônicos passa a acontecer em nome da segurança, mas tais medidas acabam por gerar mais insegurança. O medo aumenta. Falhas, ameaças, fragilidades. As imagens em vídeo captadas e manipuladas (re-significadas) em tempo real exercem o papel de controle e vigilância e criam ao mesmo tempo novos problemas para os performers: como controlar, evitar e reagir a própria visibilidade?
que inclua a insegurança e a vulnerabilidade
recorrerá rotineiramente, mesmo na ausência de ameaça genuína,
às reações adequadas a um encontro imediato com o perigo;
o “medo derivado” adquire a capacidade da autopropulsão.”
Zygmunt Bauman, Medo Líquido
Fronteiras Móveis discute instabilidade, medo e insegurança no mundo contemporâneo sob a perspectiva do corpo. Como cada um lida, reage, provoca e se modifica? Como os medos transformam nossa presença e nossas relações? Qual a diferença entre estar em cena e estar no mundo? No corpo quais são as fronteiras entre real e imaginário, visibilidade e invisibilidade?
O medo se retroalimenta e cria um ambiente de insegurança. Cada performer em Fronteiras Móveis lida com diversos focos de atenção simultâneos, provocando sucessivas instabilidades no corpo, investigando assim uma lógica instável para o movimento, repleta de oposições e tensões. A tentativa é de continuar adiante vivenciando as incertezas.
As ambivalências nos papéis surgem, as fronteiras se borram. Quem é a caça e quem é o caçador? Quem foge e quem é agredido?
Os medos são difusos, é impossível localizar suas origens. A tentativa de controle através de aparatos eletrônicos passa a acontecer em nome da segurança, mas tais medidas acabam por gerar mais insegurança. O medo aumenta. Falhas, ameaças, fragilidades. As imagens em vídeo captadas e manipuladas (re-significadas) em tempo real exercem o papel de controle e vigilância e criam ao mesmo tempo novos problemas para os performers: como controlar, evitar e reagir a própria visibilidade?
Fronteiras Móveis trata também das fronteiras entre espectador e performer. Deslocando pontos de vista, recombinando fragmentos de imagens, movimentos e sons, possibilita novas re-significações. Mas quem propõe os significados? Quem olha quem? O controle e a vigilância dependem do ponto de vista?
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